Vitória e Derrota

Por ter ganhado do Dínamo de Kiev (1 x 0) o Atlético vai decidir o torneio de Marbella contra o Dínamo de Bucareste. Pode parecer pouca coisa, por que os ucranianos estão na Espanha sem oito titulares. Mas, então, adote-se a hipótese contrária, a da derrota. Seria maior do que estão sendo as vitórias?

No futebol, é como na vida: em qualquer circunstância, a vitória é consequência da entrega de virtudes por um objetivo.

Mas é preciso separar as coisas. Uma é escrever a história imediata, a que se vive; a outra é se preocupar com a história imediata, que no futebol chega uma madrugada depois.

O fato de ter vencido reservas do Dínamo, por uma vitória simples (1 x 0) originada de um gol de pênalti é positivo. Revela que a vitória, às vezes, pode servir como história para ser escrita, mas não de referência para ser exemplo. As dificuldades que Furacão encontrou para vencer provam que esse time não engana ninguém, em especial a torcida.

Mas é mais fácil de atacar as deficiências com vitórias do que com derrotas. A pressão no futebol, e os atos populistas, aumentam o risco de novos erros.

Leilão

Por nota, o Paraná declarou oficialmente que irá leiloar o imóvel do Tarumã para pagar as dívidas tributárias, trabalhistas e indenizações civis “contraídas por outras diretorias”. Concordo, e já escrevi que o Paraná foi vitima dos seus próprios erros. O principal deles foi a de nunca ter fiscalizado as administrações. O professor Miranda, único censurado (e com razão) foi um anjo perto Dilson Rossi, Ênio Ribeiro e Aurival Correa. A responsabilidade não está apenas no comportamento, mas administrativo.

Acrescentaria apenas um detalhe na nota oficial: essa diretoria, também, não fez nada para resolver os problemas. Culpar o passado e vender o patrimônio é muito comodismo. O mais grave é que continuará devendo.

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