Vitória dos iludidos

Pelo Brasileiro, na Baixada, Atlético 3×1 Fluminense.

Penso e pergunto: até quando na Baixada? Pergunto porque ando assustado. O jornalista Fernando Rudnick pesquisou e esclareceu o valor da dívida do Furacão com a Paraná Fomento para a construção da Baixada: R$ 520 milhões.

O responsável por esse fato que é Mário Celso Petraglia está absolutamente omisso. E o mais grave: aproveitando-se de uma torcida iludida, de um conselho deliberativo covarde e sem presidente, de fato, joga a solução para a conta de uma sentença que qualquer estagiário de Direito sabe o que irá dispor.

É revoltante a situação a qual o Atlético está sendo submetido por Petraglia. Como sempre fez nas suas empresas, vai apostando no casuísmo. Só que agora é irresponsável com o uso do mesmo método com uma instituição do povo, que não lhe pertence.

O Atlético ganhou e afastou-se da zona de queda. E não precisou jogar mais do que um futebol razoável. É que o Fluminense é um time que, com boa vontade, pode ser afirmado como sofrível. O time de Tiago Nunes ganhou quando e como quis pelos gols de Veiga, Pablo e Léo Pereira.

Por ter sido razoável, ganhou mais por influência de uma Baixada vazia, com torcedores que poderiam ser contados nos dedos.

Mas, até quando na Baixada?

Pobre Coritiba

Convocado para explicar ao público qual a razão da derrota do Coritiba para o Londrina (1×0), o treinador Tcheco afirmou: “Tem uma urucubaca no Coritiba”. Urucubaca é uma palavra indígena que, entre outros significados, é magia, mandinga, feitiço e azar.

Não é aceitável que o treinador de um clube histórico como é o Coxa, utilize-se de uma linguagem de boteco.

Tcheco foi descartado e, vejam só, Argel Fucks foi contratado.

Talvez os dirigentes tenham contratado Argel pelo princípio de que “pior não vai ficar”. A última notícia que se tem de Argel é que foi demitido do Criciúma porque estava o levando para a terceira dvisão. É do “clube de amigos” do gerente Paulo Pelaipe.

É daqueles treinadores que cria um ambiente pesado no vestiário, com uma relação pouco amistosa com os jogadores. De corpo e espírito pouco conciliador, os gritos são a única forma de diálogo.

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