Vitória de Petraglia

O Atlético, que não ganhava, agora começou a perder. Ontem, no Janguitão, Paraná 1 x 0. Menos ruim se fosse resultado da direção de um técnico incapaz como é Arthur Bernardes, ou de um time medíocre como é o que tem Bruno Costa, Héracles, Renatinho, Erwin e Pablo. É que técnico e jogador mudam-se.

A gravidade do problema está na indiferença do presidente Mário Celso Petráglia. E se torna temerário, por que na indiferença ninguém consegue chegar. Se o seu agente não tem sentimento, tem o poder de absorver a derrota como um fato qualquer e incorporá-la à sua rotina.

Tudo se tornou muito fácil para Petraglia dentro do Atlético. É fanatizado pelos conselheiros, como se a maior torcida do Paraná fosse a eles limitados. Por isso, manipulá-os. A submissão dos conselhos deliberativo e administrativo é um dos fatos mais vergonhosos da história do Atlético. Para livrar-se da exposição de alguns negócios, todos eles provados com documentos, fechou o clube para a imprensa. Esse ressentimento é tão real, que dissemina e atinge a torcida com a maior das humilhações do futebol, que é a falta de vitória.

Compreende-se que é um ano atípico. Mas não se compreende que alguém se torne ainda mais poderoso com a derrota.

Volta

Alex à parte, o Coritiba foi um tédio no empate (1 x 1) com o inexpressivo Colón, da Argentina. O empate seria normal em início de temporada, se não fosse resultado da falta de organização de jogo. Pior ainda: não se sabe se a responsabilidade é de Marquinhos Santos, de Tcheco ou dos dois – quem desconhece não sabe com certeza quem é o técnico. E nem se se atribua que foi o primeiro jogo do ano, por que a base do time é a mesma do ano passado. Individualmente melhorou com Alex.

A parte de Alex foi cumprida. Desprendendo-se no segundo tempo da ordem de vestiário, passou a jogar pelos lados. Para posicionar-se em campo, e depois com a bolas nos pés, principalmente paradas, a idade só lhe fez bem.

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