O velho princípio de que um grande time começa com um grande goleiro, nunca deveria ser absoluto. Talvez, tenha sido estimulado para justificar eventuais fracassos de um grande time. Pode existir um time que sem ser grande pelo brilhantismo técnico, tem um grande goleiro.

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O Atlético é um desses times.

Ainda, não foi desta vez, mesmo com a vitória sobre o Palmeiras por dois a zero, que me convenci que o Atlético tenha no mínimo um grande time. Grande time que imagino, não é nem no sentido literal, mas aquele que não deixa suspeitas quanto ao seu futuro.

Não ganhou do Palmeiras porque foi um exemplo de time, embora no segundo tempo tenha sido muito superior. Ao contrário, time por time, ganhou pela exceção do erro. Errou menos.

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A vitória, absolutamente justa, foi centrada em um jogador: o goleiro Cléber. Alan Bahia, que jogou como nunca, acabou coadjuvante. Era para o Palmeiras marcar logo no início, quando Cléber, caído, praticou dois milagres em seqüência.

O Atlético para ganhar, então, primeiro evitou a derrota com Cléber. Marcou com Alan Bahia, e se submeteu à pressão paulista. Depois, Cléber fez mais quatro milagres. A escolher: um por cima, outro no canto, um no chão, e outro, mostrando a noção da área, saindo para encurtar o espaço do chute. E assim, evitou o empate e esperou pelo gol de Evandro que fechou o placar, 2×0.

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Sem o que Cléber fez, seria outro jogo.

Mas goleiro ganha jogo, também.

Caindo

O Coritiba voltou a perder. Agora para o fraco Marília, 1×0. E agora, nem entre os quatro primeiros ficou.

A derrota em si poderia até ser normal, se não fosse um detalhe: o time repetiu os mesmos erros táticos, e os mesmos erros individuais. O treinador Bonamigo foi teimoso, ou então foi pouco lúcido ao escalar e insistir com Jackson de ala direita. Não teve lateral e nem ala, não defendeu e nem atacou, equívoco que refletiu em todo o sistema de jogo durante os noventa minutos.

Agora o Coritiba espera a parada da Copa para se recuperar.

O problema não é falta de trabalho, mas falta de qualidade.

Não adianta trabalhar sem ter qualidade para produzir.

Subindo

As coisas no futebol podem, às vezes, parecer produto do acaso, como essa vitória do Paraná em Goiânia, 2×1. Perdia até o final, e de repente virou com um chutão de João Paulo do meio-campo. Mas o futebol é tão extraordinário, que o próprio acaso tem uma razão.

O Paraná ganhou, por acaso um jogo que não merecia perder.