Visita

A última vez que fui ao Couto Pereira foi para dizer adeus ao jornalista Vinicius Coelho. Ontem voltei e fui recebido pelo presidente Bacellar, pelos vices Pedroso e Guerra e pelo advogado Gustavo Nadalin. Não encontrei estrela e nem estrelismo. Durante uma hora ouvi, falei, concordei e discordei. A melhor coisa foi ouvir o que falaram, e que deveriam falar para todos os coxas: está se projetando pagar a dívida sem sacrificar o futebol. Entende que é o futebol a única forma de resolver o desequilíbrio financeiro ao clube causado pelo ônus de contratações caras, que obrigaram a adiantar receitas.

Confesso que me surpreendi. É regra geral que a sucessão que se dá por disputa, gera a motivação para o vencedor afastar a responsabilidade de eventual fracasso: usa-se a praga criada por Lula, a da “herança maldita”. Minha surpresa é que há anos não ouvia a verdade de que só se recupera um clube competindo dentro de campo. Vitória – não necessariamente título – traz público, provoca a adesão social. Coritiba e Atlético só poderão ter esperança a nível nacional no momento em que a fonte de renda definitiva seja o sócio. Todas as outras fontes, inclusive televisão, são alienadas a fatores que muitas vezes não podem ser satisfeitos. É a lógica no seu estado bruto, conclusão absolutamente correta, que o futebol brasileiro há tempo despreza.

Descoberta

Há tempo vinha alertando, inclusive pessoalmente, que o Paraná não era devedor da empresa Systema, de Léo Rabelo, do caso Thiago Neves. Indiquei um documento na reclamatória trabalhista, em que a Systema renunciava o seu crédito, afirmando que todo ele pertencia a Thiago. Esse documento foi ignorado no Paraná, que deve a Rabelo a bagatela de 30 milhões de reais.

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