O caso da invasão do CT do Caju e das ameaças expressas em notas em sites e declarações de torcedores, não é assunto que esteja na esfera de responsabilidade do Atlético.

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Era, também, assunto de segurança, quando uma torcida organizada do Coritiba mandou avisar que iria quebrar o Couto Pereira. A autoridade estatal, na época, omissa, permitiu, então, a mais irracional, a mais violenta, a mais criminosa manifestação popular dentro de um estádio de futebol na história do Paraná.

A relação Atlético e torcidas organizadas afastou-se do campo esportivo, porque não se trata mais do exercício a livre manifestação, que tem a sua representação clássica nas vaias, nas expressões em faixas, no silêncio e na mais pura delas: a tristeza pela derrota.

A invasão arbitraria do local de trabalho, a vitória técnica como condição para “não tomar outras medidas”, a incursão irracional de um vereador prometendo mandar jogadores “para o hospital ou para casa para se alimentar com canudinho” são manifestações que violam vários artigos do Código Penal.

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Raríssimas vezes a polícia, uma semana antes, tomou conhecimento de que um crime pode ocorrer e quem se propõe a cometê-lo. Nem mesmo Gabriel Garcia Marques seria capaz de antecipar essa coreografia de violência. Em sua “Crônica de uma Morte Anunciada”, mata o mocinho Santiago Nasar logo no primeiro parágrafo. Mas só no final é que se sabe que os assassinos foram os irmãos Vicario.

Por isso, hoje, cabe ao Secretário de Segurança Reinaldo de Almeida César – aliás, brilhante como o seu pai – mandar varrer sedes, recolher os responsáveis, abrir inquérito por incitação à violência, fazer o que a lei manda.

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Do contrário, corre o risco de marcar a sua presença no comando da Segurança do Paraná como seu antecessor, Luiz Fernando Delazari, que desprezou as ameaças ao Coritiba.