O Atlético não joga apenas contra o Grêmio. Começa a enfrentar um adversário previsível: o incentivo material alheio para derrubá-lo. O Santos não nega: mandou vinte mil reais para o Olímpico para incentivar os jogadores do Grêmio para vencer o Atlético em Erechim. Bem resumido, o Santos quer comprar a liderança, provocando o estado moral dos gaúchos por vinte moedas. Preço menor do que foi pago pela maior traição da história da humanidade.

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Então mais do que um incentivo, é uma humilhação. Qual a reação que pode provocar uma injeção de matéria?

No futebol pode alcançar a emoção, mas não atinge os atributos inerentes à natureza da pessoa. Por isso, o Grêmio pode até estar mais disposto em razão do dinheiro, mas não poderá ir além disso: as virtudes e os defeitos técnicos e individuais continuarão sendo expostos na mesma proporção que o colocam à beira da segunda divisão.

Amanhã será o Santos, depois o Santos, outra vez. Basta ser natural em Erechim para ganhar. Porque assim vai chegar um momento, em que nem vinte milhões de moedas irão mudar o rumo da história.

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Absolvição

Brilhantes os advogados Marcos Malucelli e Gil Justen Santana, do Atlético. Com base na súmula do árbitro, convenceram o STJD que um simples copo plástico, em repouso num canto qualquer do gramado, não significa violação às normas de segurança. Absolvido, o Atlético vai jogar contra o São Caetano na Arena.

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Espera-se que jogue também no corolário do campeonato contra o Botafogo.

Basta que o vento leve os copos de plástico.

Vitória

Já há tempo, o Paraná joga o jogo da vida. Mas nenhum é tão importante como esse de hoje contra o Goiás no Pinheirão. Vencendo, não só resolverá a sua vida por pontos, como pelo número de vitórias que é o primeiro critério de desempate.

O Goiás será um adversário difícil, mas não pior do que foi o Atlético Mineiro.

O desespero contra o rebaixamento em jogo direto não é fácil ser enfrentado. Basta o time de Campos voltar a ser o mesmo.

Neste mesmo campeonato o Paraná foi e ficou várias vezes na segunda divisão. Não cansou e sobreviveu. Voltou à primeira divisão. Agora se cair outra vez não volta mais. Depende deste jogo contra o Goiás.

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Perguntar não ofende: ficou com medo, presidente?