Os provérbios ingleses dizem que o gato tem nove vidas. Os árabes as reduziram para sete, e foi assim que os portugueses introduziram no Brasil. Seja com que número, o mito serve para o treinador Marcelo Oliveira. Já não se sabe mais quantas vezes correu o risco de demissão do comando técnico do Coritiba. Mas vem o próximo jogo e Marcelo ganha uma sobrevida. Desculpe, errei: sobrevida tem mais a ver com sorte, o que não é o caso de Marcelo. Ganha uma nova vida, que tem haver com capacidade no exercício da função.
A intervenção de Marcelo Oliveira no intervalo dos jogos contra o Bahia (2 x 2) e, em especial, contra o Náutico (4 x 2) provou a influência que um treinador pode exercer na reação de um time. Não se pode negar que Marcelo vai dando apenas sobrevida a esse time do Coritiba. Robinho e Leonardo melhoraram o meio e o ataque. Deram força, técnica e velocidade. Mas podem não compensar os erros sistemáticos da defesa.
Lição
Jorginho é um treinador limitado até quando faz planos futuros para o seu time. Depois da derrota para o Vitória, em Paranaguá, disse que era compensada pela vitória sobre o Avaí, fora. O treinador precisa ser alertado de que não há mais direito de compensação para o Atlético. Vencer ABC, Barueri, Ipatinga e Avaí, seja onde for, não compensa falta de vitórias contra os times que estão à frente. É que a regra desses times é perder, presumindo-se que os concorrentes às quatro vagas, também, irão vencê-los.
De primeira O presidente da FIFA Blatter falou à presidente do Brasil, Dilma, que “algumas sedes da Copa estão no vermelho e a Fifa está de olho”. Uma delas, presume-se é a Baixada, pelo absurdo critério de determinar o percentual de construção pelo que vai existir, e não pelo que já existe. O problema por aqui é político, pois o Prefeito Ducci está proibido pela direção de sua campanha de falar em Copa do Mundo.