Vida eterna

Todos os dias perguntam a Geninho, rebaixado para a 2.ª divisão com o Atlético, se ele não teme rasgar a página mais bela que escreveu na sua história de treinador: o título de campeão brasileiro pelo Atlético em 2001. Existem homens que levam a vida inteira para construir as coisas. Mas existem aqueles, que não precisam ir até o final, porque são tão grandiosos que basta um pedaço de vida para construir a sua maior obra. Aconteça o que acontecer com o Atlético, a obra de Geninho é inatingível.

Mas o que poderia acontecer com o treinador? Ser rebaixado é a tinta que borra a história? No caso de Geninho é diferente. É que assume o Atlético já ambientado na Segundona, com as esperanças resumidas na ilusão de arquibancada. Só aqueles com o espírito rasteiro e covarde, irão responsabilizá-lo por um fracasso, que em tese já está consumado.

O que Geninho vai é tentar o impossível. Terá que deixar de ser um técnico, para ser um santo.

É que, talvez, só o milagre salve o Atlético, vítima da administração pródiga, instrumentalizada com Danilo, Alan Bahia, Joãozinho, Rafael Moura, e as revelações científicas, como Pedro Oldoni, Rogerinho e Ricardinho.

Previsível

Leiam os noticiários do dia que antecederam os últimos jogos do Coritiba. A expressão principal é a mesma: Coritiba joga para chegar ao G4. Agora, leiam o que se noticiou depois dos jogos: “Não foi desta vez”.

A derrota para o Botafogo (1 a 0) foi previsível. É que falta ao Coxa o grande jogador, que cria a diferença com o adversário que com ele concorre. Foi o caso de sábado: Carlos Alberto, sem ser muito diferente, fez o que Carlinhos Paraíba não teve condições de fazer.

E não existe reposição. O atacante argentino Ariel Nahuelpan lembrou muito Pedro Oldoni.

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