Tenho pena de mim e de meus colegas, que precisam escrever uma coluna às segundas sobre o Campeonato Paranaense. Veja o leitor, se eu não tenho razão.

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Queria escrever sobre o Atlético, mas aí lembrei que o Atlético foi embora para o mundo do faz de conta e ainda não voltou. Às vezes, manda noticias. A última é a de que ganhou em Paranaguá, do duvidoso Rio Branco, por 2 x 1. Vencer o Rio Branco, que todos dão de cinta, no finalzinho, com gols de pênalti (Zezinho) e de desespero (Bruno Costa) é evolução ou é ilusão? Seja o que for, venceu.

Queria escrever sobre o Paraná, e parei para vê-lo jogar em Rolândia, contra o Nacional. Em quinze minutos, o Paraná já tinha mostrado seus objetivos: defender-se para ganhar no erro do Nacional. Postou-se na defesa e de lá não arredou o pé. Defendeu-se tanto, que quase esqueceu da outra parte do plano, que era o gol. O gol de Conceição mais pareceu um evento incerto. Não consegui ir além dos quinze minutos. A obrigação de ver o fato escolhido por inteiro não torna o jornalista submisso a sacrifícios extraordinários. Seja como for, venceu: 1 x 0.

Desesperado, caçando um tema relevante, fui me agarrar no Coritiba. Você, leitor, sabe: quando não se tem o seu jogo como causa de análise, sempre resta uma jogada de Alex. E aí, o cronista a pega, floreia um texto e pronto. Mas nem o belo gol deu brilho ao jogo dos Coxas. Embora tivessem a posse da bola, taticamente foram dominados pelo Operário. Embora quisesse ser intenso no ataque, era o Operário quem tinha as melhores chances de gol.

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O resumo da atuação do time de Marquinhos Santos foi dado pelas vaias de arquibancada. Não se vaia de graça quem antes do jogo recebera uma taça de vencedor do turno. O empate foi injusto para o Fantasma. Seja como for, um campeão se forja com justiça, injustiça e benefícios.