Vício

A dependência é vicio que aliena. Submissão, às vezes, insuperável. No futebol não é diferente. Pode parecer coincidência, produto do acaso. O Coritiba, a partir de hoje contra o Atlético Goianiense e, talvez, por um mês, não terá o meia Marcos Aurélio. Não se trata de uma ausência qualquer.

Sem ele, perde-se a diferença com o contrário, a referência para o jogo do time, o executor de várias funções, inclusive a de fazer gol. A partir de hoje, contra o time do matreiro Renê Simões, o Coritiba terá que provar que é um time de onze, e não Marcos Aurélio é mais dez.

Superação

Apesar de tudo, o Paraná pode se dar bem no jogo da Vila Capanema contra o Botafogo. O gramado ruim equilibra. O caráter nacional do jogo provoca o jogador. Carrega-o até ao estágio da superação. E em um jogo equilibrado tudo pode acontecer. Mas se o Paraná perder, também, não será surpresa. Com o time atual, a regra é perder.

Perigo

O volante Pierre seria uma grande contratação pelo Atlético, se não fosse indicação de Geninho, seu treinador. E se não fosse contratado pelos atuais dirigentes do futebol, que encheram o clube de volantes e meias. Não há como se garantir, que Geninho e seus amigos passem do Atletiba. Aliás, não há como garantir se chegam ao Atletiba.

E David, que era titular com Carpegiani? E Guilherme Batata, que tem sido destaque nos treinos? O interesse, às vezes, passa do limite de arrumar o time.

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