Falou-se o óbvio e omitiu-se o mais importante. Falou-se que Baixada será entregue para a Fifa até março de 2013, o que era óbvio. Não vinha tanta gente, nem Richa e Fruet lá estariam, se houvesse o mínimo risco de Curitiba ser descartada da Copa do Mundo. Quanto será a conta final e quem pagará que é o mais importante não ficou claro. O reajuste do potencial construtivo e a parte do Atlético já é de lei. É possível, que a essa altura o óbvio e o importante mudaram de lugar. O importante é que a Baixada será entregue e o óbvio passa a ser todo o resto.

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A exclusão do teto retrátil do projeto imediato foi mal explicada. Não se sabe com certeza se foi em razão de tempo físico ou para diminuir o impacto dos gastos e permitir um acerto de contas. Se a razão foi temporal, então os engenheiros da Baixada calcularam mal, porque se trabalhou dois anos com o elemento integrando o projeto para a Copa.

A versão oficial é essa que está saindo em todos os jornais.

A versão verdadeira é outra.

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Normalidade

Entre os quatro primeiros Coritiba, Vitória e Bahia sempre se revezaram com dois times de “ponta”. Agora no G4 estão Botafogo, Cruzeiro, Grêmio e Corinthians, todos de “ponta”. Essa é a normalidade no futebol brasileiro. Só que antigamente era pela tradição e pelo poder técnico. Agora, o motivo da normalidade é pelo poder do dinheiro.

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É que a comparação já não tem como referência a história e sim o poder financeiro, através do faturamento com publicidade e televisão. Esse exerce influência em qualquer setor, em especial, no desvio da obrigação de imparcialidade da arbitragem. Nunca no futebol brasileiro, adotou-se tanto como solução, a dúvida em beneficio dos de “ponta”. Botafogo, Cruzeiro e Grêmio faturam quatro vezes mais do que os nossos. O Corinthians, seis vezes mais.

Não podemos exigir mais do que Atlético e Coritiba andam fazendo. Não há projeto por mais sério e correto, que possa concorrer com essas diferenças.