No futebol, há ídolos que se eternizam. Poucos, porém, escreveram uma história que pode ser contada em forma de lenda. Entre os goleiros, existe um: o russo Lev Yashin, o maior de todos os tempos. Uma das lendas conta que teria defendido 150 pênaltis e passado 270 jogos sem tomar gol. Vestido todo de preto, foi chamado pelos franceses de “Aranha Negra”.
Influenciado por um goleiro búlgaro chamado Sokolov, apresentou-se como o maior de todos, na Copa do Mundo de 1958, na Suécia por um detalhe: aumentou o limite da área de atuação do goleiro. Ao invés de limitar-se à pequena área, sentia-se à vontade na linha da grande área. “Quem é esse louco?”, perguntou Garrincha, depois de Brasil 2 x 0 União Soviética. O mesmo Garrincha, que Yashin confessou, quando ganhou a “Bola de Ouro”, em 1963, ter sido o maior atacante que enfrentou.
Pode parecer uma heresia contra a história, uma ofensa à memória, mas não é. Lembrei-me de Yashin vendo jogar Weverton, o goleiro do Atlético. Mas um Yashin ao avesso. Querendo ser diferente, costuma jogar adiantado. Por isso, a bola vinda de longe entra. Como entraram as duas em Goiânia, do primeiro e terceiro gols do Goiás. Como outras já haviam entrado.
Weverton é daqueles goleiros que não motivam confiança. É da pior espécie de goleiro, daquela que engana com defesas eventuais, mas que falha no momento em que o goleiro precisa fazer a diferença. O menino Santos, criado e crescido no CT do Caju é confiável. Deveria ser o titular a partir do jogo contra o Ceará.