Versão verdadeira

O leitor é testemunha. Escrevi, ontem, que a versão oficial sobre os recursos para a construção da Baixada evoluir até o final, seria a divulgada pelos jornais. E, que a verdadeira seria outra. E essa é desagradável para o Atlético, pois definitivamente joga-o para um estado de incerteza, não porque corre o risco de não terminar a obra, mas de custar-lhe muitos anos a busca para equilibrar a sua vida. Li e ouvi todas as declarações de gente de Brasília, da Fifa, do Paraná e de Curitiba. Nenhuma apostou que a Baixada estará pronta. Todas trataram a entrega da obra como uma expectativa, abafando as dúvidas ao darem valor extraordinário à exclusão do teto retrátil no projeto imediato, como se esse fosse o problema mais grave. A venda de ingressos não resulta em certeza, porque é uma promessa, cujo destino só poderá ser dado após dezembro quando haverá o sorteio dos grupos.

Na prática, há um motivo que se esconde: discute-se a responsabilidade sobre um suposto excesso no custo que venha a ser praticado, quando nem o depósito do valor já garantido, inclusive pelo patrimônio do Atlético, foi integralizado. Sendo o valor do empréstimo único e indivisível, e sendo o clube o único a ter prestado garantia ao Fomento, está muito cômodo para o governador Beto Richa. Só apareceu para garantir que seu governo “não colocaria mais nenhum tostão” na Baixada. Não apareceu para garantir a entrega da Baixada, mandando seu secretário se manifestar, fato que pegou mal. O Atlético não quer mais esse “tostão”. O que ele quer, precisa e exige é o dinheiro que gastou e que o governo estadual teria que providenciar, e até agora não fez, tornando grandioso o risco de parar a obra.

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