Coxas quero lhes dizer: nada está perdido. Mas acreditem no que vou escrever: para reverter a semifinal contra o Londrina é preciso, antes de mais nada, ter camisa. Sou do tempo de tremer em Atletiba só de ver a verde e branca. Mas o verde em estado puro, revezando-se com o branco a “cor da luz”, que é a projeção de todas as cores. Os coxas com uma cor levemente azul, com a faixa preta, tornam-se comuns. É como se os meus fossem jogar sem o vermelho e o preto.

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Pergunto aos coxas: se estivessem vestidos de verde e branco, o juizão não teria dado o pênalti em Negueba? Garanto-lhes: o pênalti seria marcado e o resultado ali decidido. Quantas vezes, atrás do gol como repórter, vi um árbitro se comover com a camisa branca cruzada pela faixa verde, mesmo não sendo pênalti.
O que quero dizer é isso: para salvar o titulo paranaense, os coxas precisam vestir a sua história. Com esse time, que é fraquinho, a diferença com o Londrina, é a tradição criada pela história, que é projetada pela camisa.

Só que digo mais aos coxas: agora, não basta só a camisa. Jogando o que jogou ontem no Café é certo que serão eliminados. A partir do confuso treinador Marquinhos Santos, que parece olhar e não ver como as coisas devem ser tratadas quando a hipótese é de derrota. O Coritiba tomou o gol aos 9 minutos, tinha um jogo quase inteiro para reverter, mas, no entanto foi e terminou confuso. Já acho que o placar de 1×0 vestiu bem o seu péssimo jogo.

E permitam-me uma última coisa: o saudoso Evangelino Neves antes de contratar um zagueiro, um meia ou um atacante, contratava um grande goleiro. O atabalhoado Vaná não seria nem reserva dos “verdão” do passado. Falhou no gol do Londrina.

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Tubarão

Tratei dos defeitos dos coxas, como se eles jogassem contra um time qualquer. E não foi o que aconteceu.
O Tubarão impôs pela “camisa”, pela superioridade tática e porque no mínimo, individualmente, é igual aos coxas. O 1×0 só não lhe foi injusto porque o juizão lhe ajudou, não marcando o pênalti em
Negueba.

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Agora vou ver o meu Furacão jogar contra o Rio Branco, e depois rever “Como era verde o meu vale”, com Henry Ford.