Vila Olimpica, Atlético 2 x 2 Coritiba. Os fatos que contam a história de um jogo se fragilizam diante dos números que compõem o placar. E por esses são absorvidos, tornam-se irrelevantes, desaparecem. Bem por isso que no futebol, por mais que os fatos de um jogo não guardem identidade com os seus números, tudo é justo. O placar final é o jogo. A injustiça é coisa do coração.
O Furacão, com seu juvenil de salário mínimo, levou o time veterano e milionário dos Coxas à agonia, dominando-o. Era tão abusado, que se tornou superior. E então, o gol de Deivid, de início, foi como se o gol fosse um simples detalhe. Com uma personalidade rara para jovens que ainda não conhecem o futuro, apavorou a zaga alviverde, logo obrigando Patric a marcar contra.
E quando se descobriu o Coritiba em campo, isso no segundo tempo, ele já perdia com o gol de Elivélton. Estava lá atrás recuado, desorganizado, cheio de medo, parecendo, ele sim, um time de garotos assustados. O gol de empate de Geraldo surgiu por um golpe de sorte. Um gol que, àquela altura do jogo e pela submissão que o Atlético impunha, foi um gol que se diz achado na esfera do improvável.
Enfim, Douglas Coutinho foi apresentado. Será craque. Mas o melhor do jogo foi Hernani. Fonte de agonia dos Coxas. O Coritiba é o favorito ao título. Agora, por um outro motivo. Se antes era, em tese, favorito por ser superior ao Atlético, agora só o é em razão de que o regulamento não o obriga a vencer.
Foi tão inferior nesse Atletiba do Alto Boqueirão que devolveu a igualdade técnica como elemento considerável para o jogo do Couto Pereira.