Verdades e mentiras

Analisei a entrevista em que Mário Celso Petraglia afirmou que o Estado e o Município não estão cumprindo as suas obrigações no contrato de construção da Baixada.

Então, o governador Richa falou: ‘Vocês conhecem a prefeitura, o governo do estado e os dirigentes do Atlético. Vocês sabem quem está falando a verdade”.

Dito de outra forma: o Governador chamou Petraglia de mentiroso. À tarde, Petraglia recuou como sempre faz quando tem que ir para o debate público: “Não é hora de conflito, é hora de união”, afirmou. Quando responde a perguntas em sua rádio, fala o que quer por não ser questionado. Mas não resiste a três perguntas de jornalistas independentes.

Todos saberiam quem está falando a verdade, se Richa provasse qual é a sua.

E assim, sem saber o que é verdade ou é mentira, o Atlético vai tocando a sua vida. Ontem, pela Libertadores, em uma Vila Capanema empilhada de fanáticos, deu uma lição de superação e sorte. Para seguir em frente, primeiro, no tempo de jogo, usou a superação para derrotar a incapacidade do seu técnico Portugal, e o Sporting Cristal para vencer, 2 x 1. Depois, mostrou que a sorte é coisa que vem de várias formas. Desta vez veio de pênalti, recuperando uma contagem que estava perdida em dois gols.

Não sou viúva de ninguém, mas a ausência de um grande meia e de um lateral, desativa os preciosos atacantes Marcelo e Ederson. Mas antes de um meia e de um lateral, o Furacão precisa de um técnico. Com Portugal vai perder tempo e vida futura.

A grande vitória não está necessariamente num grande jogo.

Às vezes, está na emoção.

Ao Deus dará, o Furacão segue em frente na Libertadores.

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