A vitória não deveria ser uma verdade absoluta no futebol. É que há vitórias que parecem que não são. Como essa do Atlético sobre o Cascavel: 2 a 0. Foram tanto os erros, repetiu-se tanto os equívocos, e foi tanto o sofrimento da torcida, que os gols de Rhodolfo e Rafael Moura, nos descontos, não causaram nenhuma emoção. Mas foi uma vitória, que fez o Atlético avançar ainda mais como líder do campeonato. E esperem outras, assim, com os mesmos erros e as mesmas deficiências, que acabarão absorvidos pelos 3 pontos ganhos.

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Paradoxo crucial: vencer assim, às vezes, disfarça uma situação que vai apanhar e surrar o time lá na frente. O Atlético logo vai jogar a Copa do Brasil, e o que se vê em cinco jogos é um time frágil pela falta de capacidade técnica, e desorganizado pela intransigência de Geninho, em não atacar de imediato os defeitos, inclusive táticos. A presença de três zagueiros, que se postam atrás, sem sair para o combate ou antecipar, esvazia a função do único volante, repercutindo em todos os setores do time.

Dirão que o time é esse e não tem dinheiro para contratar. Concordo e respeito. A herança que ficou foi de dívidas e um time fraco, que só pela emoção escapou do rebaixamento. Mas, então, que se busque soluções entre os jovens da Copinha.

Existe um pouco de má vontade da comissão técnica, uma espécie de corporativismo com os veteranos, como Alberto e Ferreira. Fransergio não é inferior a Jairo, como Raul não é inferior a qualquer outro que jogue pela direita. Geninho diz que o menino Raul não é o Cafu. Mas o Atlético não precisa de um Cafu, precisa é de um Raul. A Copa do Brasil está chegando, e o Atlético está se iludindo. Não esqueça a diretoria, que esse time é uma das heranças de Petraglia.

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