Houve um tempo que cheguei a acreditar que o futebol é para jovem.

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A verdade ainda é atual, mas está longe de ser absoluta. Nos últimos tempos, entre nós curitibanos, nunca tivemos uma manifestação tão clara, de que o futebol antes de tudo, exige talento e experiência: Marcelinho Paraíba e Paulo Baier foram a prova desta verdade.

No Maracanã, o Coritiba ganhou de 3×1 do Fluminense porque deduziu com rapidez a nova ordem, agora com Ney Franco, mas a vitória não seria tranquila se não fosse Marcelinho Paraíba. Com 33 anos, correu, desarmou, lançou e fez dois gols. No primeiro, foi inteligente para se colocar entre os zagueiros e cabecear a bola vindo da direita; depois, com dribles pra lá e pra cá, humilhou a zaga do Fluminense, e fez segundo gol mais bonito do campeonato. O primeiro é dele, na derrota contra o Cruzeiro.

Na Arena da Baixada, o Atlético ganhou de 3×0 do fortíssimo Barueri. Fez o seu melhor jogo no campeonato. Um jogo que iria reclamar os 90 minutos para ser decidido, foi resultado no primeiro tempo, simplesmente irrepreensível em razão do equilíbrio tático dado por Antônio Lopes. Mas, talvez, não chegaria a tanto, se não tivesse Paulo Baier. Aos 35 anos, recuperando a saúde e a alma, voltou a ser excepcional. Fez dois gols. No primeiro, mostrou um alto grau de inteligência, pois ao invés de ir ao encontro da bola jogada por Azevedo, esperou ela chegar. De frente para o goleiro, não erra. No segundo, mostrou talento para cobrar falta. E no terceiro, o de Marcinho, mostrou visão para ser um intrometido no vazio do adversário desesperado. Sofreu o pênalti.

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Não se pode garantir que a vitória no Maracanã foi o início de uma nova fase do Coritiba. São dois os motivos: Marcelinho foi tão fantástico, que absorveu a própria, e quase tornou irrelevante a estreia do bom Ney Franco no comando do time. E, também, porque vencer o Fluminense nos dias atuais é uma referência duvidosa para provar evolução.

Pode se garantir que a vitória do Atlético na Arena, foi a prova de que é um outro time. Para o bem. Os doze pontos ganhos em sequência, em quatro vitórias, não foram consequência de um momento, mas resultado da nova doutrina de seriedade imposta no clube. O reflexo está dentro de campo porque nunca se viu tanta disciplina tática como agora.

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Escolham o melhor entre Wesley e Rafael Miranda. Baier não vale. Escolho Rafael Miranda. Outra vez.

Marcelo Paraíba e Paulo Baier. Futebol é para velho. No bom sentido, é claro.