Velho pode ser um substantivo: Leonardo Moura, lateral-direito, 36 anos, é velho. Mas, também, pode ser um adjetivo: o velho Leonardo Moura, lateral-direito, 36 anos. Como Lúcio Flávio, 36 anos e Marcos Aurelio, 31 anos.

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A cultura do futebol brasileiro, em razão da propensão de discriminar do nosso povo, é burra no uso da classe gramatical do jogador que passa dos trinta anos. Essa mania se consolidou pela interpretação equivocada, que se dá à necessidade obrigatória de renovar, pois é limitada somente a proposta de revelar jogadores. Trata a renovação de jogadores de primeira grandeza como fosse possível massificá-la. O sonho de todo o torcedor é ver o seu time vencendo formado por 11 garotos, quando a história nega essa possibilidade. A história do futebol mundial tem duas exceções: na Europa, o Ajax de Johan Cruyff, do qual se originou a “Laranja Mecânica”, da Holanda, de 1974; e, no Brasil, o Flamengo de Zico, cuja fornada revelou Leandro, Mozer, Júnior, Adílio, Andrade e Tita, que ganhou tudo nos anos 80.

Realidade

Essa realidade é mostrada pelo Atlético. Não existe nenhum clube no futebol brasileiro que faz circular e jogar mais de 100 jovens como o Furacão. No entanto, os bons cabem em uma mão: Nathan, Marcos Guilherme, Hernani e esse menino Otávio (um espetáculo), que bem cuidado, estará no Brasil das Olimpiadas. Nathan não jogou no Atlético e Marcos Guilherme não iria jogar em razão da idéia de fazer o milagre da renovação. Guilherme volta com um time mais experiente e bem arrumado, que lhe dará a condição de jogar aqui o que joga na Seleção.

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A contratação de jogadores como Léo Moura, Lúcio Flávio e Marcos Aurélio pode causar um desconforto em razão da promessa de uma renovação em massa, que agora, sabe-se, que historicamente é impossível. Não adianta querer viver no romantismo: ser velho como substantivo ou adjetivo pouco importa. Se tem qualidade, recursos físicos e alguma ilusão na vida, é imprescindível.

De primeira

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A Traffic de J. Hawilla, delator do esquema de corrupção da FIFA e da CBF se infiltrou no CT do Caju, e conseguiu as procurações de representação de Hernani e em especial de Otávio, que já está nos planos de Dunga para a Olimpíada.