Especial não é só o fato que origina felicidade. Pode ser especial o fato que marca um momento definitivo, ou apenas a passagem dentro de uma história.
Por isso não deixa de ser especial a data de sábado para o Coritiba: em Belém, contra o Remo, volta a jogar uma segunda divisão. O fato especial humilha, constrange, maltrata, envergonha, mas tem uma verdade: é um fato consumado, que tem obrigatoriamente que ser enfrentado.
A vida submete-nos aos mais diversos desafios, inclusive de natureza surpreendente. Quando pensamos em executá-la como simples rotina, ela nos imprime outro rumo. É ao enfrentar esta provocação, que temos que mostrar grandeza. E, é essa provocação que os coxas terão que enfrentar a partir de sábado.
Não adianta chorar mágoas por um fato já consumado. Não adianta usar este fato como trânsito de perseguição pessoal e política. Só adianta introduzi-lo no mundo alviverde, e com ele conviver e para dele se afastar.
Perguntarão: o Coritiba já tem time para alcançar o objetivo da volta? A resposta tem que ser dada todos os dias, e podem ser todas diferentes. A segunda divisão é uma selva, na qual por melhor que se esteja armado, corre-se o risco da perda. Não se pode fazer nenhuma previsão em um campeonato, em que todos são estranhos. Daí que, as condições de um time estejam atreladas às circunstâncias do momento do jogo.
Antes de começar, existe uma certeza: nesta época em que a tradição anda assanhada e resolvendo situações, Coritiba, Atlético Mineiro e Sport entram como favoritos. Já foram campeões do Brasil.
Tese, apenas. O Sport foi campeão do Brasil, caiu e está fora há dez anos.
De primeira: o juiz da 13.ª Vara Cível de Curitiba, o atleticano Dr. Fernando Wolff Filho ofereceu a sentença no caso dos camarotes virtuais do Atlético. Concluiu que os compradores dos camarotes do ?lado do colégio?, que exerceram o uso nos camarotes do lado da Getúlio Vargas, já tiveram esgotados os direitos de exigir um novo camarote ou o dinheiro de volta.
Uma bronca a menos.