Algum tempo atrás, entre tantos fantasmas que assustavam os atleticanos era o medo em jogar na Baixada. E houve um tempo, nesse tempo, que se dava crédito a essa história: por ter o campo pequeno, apertado ainda mais pela torcida que ficava no alambrado, o Furacão perdia porque ficava tímido e com medo de si próprio. Quantas vezes o Atlético acreditou e renunciou ao direito de mando na Baixada. Em 1982, com o time de Jorge Luiz, Lino e Nivaldo, Capitão, Washington e Assis, a história acabou. Em 2001, com Adriano, Alex Mineiro e Kleber, ninguém mais quis saber dessa história.

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Lembrei-me desse fato em razão do que falou o treinador Claudinei Oliveira. Disse ele após o empate com o Jotinha, que é bom jogar fora contra o Operário “porque irá se afastar da cobrança da torcida”. O argumento se não vem da ignorância, vem da insensibilidade. Já sei: desprezar os fatores campo e torcida, em especial tratando-se da torcida do Atlético, é próprio de quem tem a visão limitada sobre futebol. Treinador que usa a exigência da torcida por vitória não é confiável.

O Atlético está sendo vítima da falta de capacidade de comando no futebol. Em 20 anos de futebol, Petraglia já deveria ter aprendido que a influência da torcida em um estádio como a Baixada em razão da sua acústica, não tem meio termo: pelas reações naturais do ser humano, se o time é bom a torcida o carrega; se é ruim, a torcida o afunda.

Claudinei que levar um cala boca para não falar bobagens.

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Boato

Fiquei sabendo que Petraglia está contratando Paulo Carneiro para gerente de futebol do Atlético. Pode até ser verdade, mas neste momento que escrevo não quero acreditar. Paulo Carneiro foi um presidente do Vitória afastado por dúvidas éticas em sua administração. Na prática foi expulso do Vitória. Tornou-se empresário de jogador. Petraglia precisa desmentir imediatamente esse fato, porque contraria a sustentação moral que sempre faz de si próprio.

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Decisão

A curiosidade me levou a ler o estatuto do Paraná. Não conheço nenhum clube do mundo que tenha tantos conselhos. É conselho administrativo, conselho deliberativo, conselho consultivo, conselhos que não acabam mais. E com todos esses conselhos, o Paraná chegou no estado de insolvência. Para que servem? Na prática, todos os integrantes desses conselhos são responsáveis pelo atual estágio do clube.