Em Vila Capanema, Atlético 2 x 2 Coritiba.

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O Atlético iria ganhar este Atletiba na Vila. Não porque era melhor, mas porque era menos ruim. Por isso ganhava de dois a um, na metade do segundo tempo, quando Zezinho foi derrubado por Lucas Mendes na área do Coritiba. Pego de cheio, e em close pela câmera da RPC, o lance não foi carregado por nenhuma dúvida: pênalti indiscutível. Como o segundo gol do Coxa era previsível, como o empate era lógico em um jogo de dois times fracos, a causa imediata do resultado de empate foi o erro do árbitro Evandro Rogério Roman e do auxiliar Dias Passos – esse de frente para o lance.

Sendo um resultado produzido pelo apito, o aspecto técnico para análise passa a ser secundário, quase irrelevante. Mas que não se engane o torcedor, vendendo-o como um grande jogo, em razão do placar de 2 x 2.

Atlético e Coritiba mostraram o estado precário em que está o futebol paranaense. Dois times sem qualidade técnica, sem um único grande jogador, sem organização de jogo, reduzindo as suas virtudes à expectativa de ganhar no erro do adversário. Por isso, o placar que foi de 2 x 2. Mas bem que poderia ter sido de 5 x 5, tamanha a mediocridade técnica em campo.

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O Coritiba é o favorito para ganhar o jogo da volta e o título. Porque tem a tendência favorável do erro de arbitragem (sempre ele vai ocorrer) e porque o time do Atlético fisicamente está exaurido. Paulo Baier, despedaçado. Ligüera, quando ontem era a sobrevida do time, foi obrigado a sair por cansaço. Não há atleta, que a médio prazo, suporte o ritmo alucinado de jogo imprimido pelo esquema do treinador Carrasco.

O favoritismo não afasta o imponderável para o próximo jogo. Em um jogo de times fracos, tudo pode acontecer. Em especial, quando Vanderlei e Vinícius são os goleiros. Vinícius, caindo tarde, falhou nos dois gols dos Coxas. Vanderlei teve um erro primário em rebater para a sua área, no gol de Ligüera.

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