Vantagem

Pela Copa do Brasil, Atlético 1 x 0 Grêmio. O egoísmo do torcedor, provocado pela paixão, permite presumir o sentimento dos atleticanos: a vitória por 1 x 0 amplia a possibilidade da lógica no jogo de Porto Alegre, que seria a vitória do Grêmio. Não entendo assim. O conceito de vantagem em um jogo de iguais, em uma disputa eliminatória, não deve se limitar aos números. Esse conceito traz para a discussão várias implicações que a vitória precedente pode causar.

Nessa disputa, o Atlético já venceu a primeira, transferindo para o Grêmio a obrigação de reversão. Dessa premissa, surge uma consequência: a obrigação de vitória torna natural a influência na ordem tática e psicológica do jogo. Bem resumido, o que eu quero dizer é isso: o 1 x 0 foi uma grande vitória.

O Furacão não foi brilhante. Bem que quis, mas não pode. É que o Grêmio, sendo leal ao estilo rústico de futebol de Renato Gaúcho, entrou com uma humildade surpreendente, só vista em pequenos, que não escondem a intenção de não perder, ou se perder, que seja de pouco. E para alcançar esse objetivo, simplesmente não jogou. Usando do contato físico, picotou o jogo com faltas, quebrando a velocidade do Atlético, que exerceu domínio depois do gol de Delatorre.

No segundo tempo, o Atlético foi inteligente por não se deixar dominar pela ansiedade do segundo gol. Embora tenha esvaziado o ataque, quando trocou Delatorre por Ciro, alcançou o objetivo da vitória sem nenhum trauma. O Grêmio aceitou o placar de 1 x 0 como uma “bela derrota”.

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