A expectativa em uma disputa sinaliza equilíbrio. E o equilíbrio no futebol, em regra, é causa para bons jogos. Operário x Foz, em Ponta Grossa, e Coritiba x Londrina, no Couto Pereira serão bons jogos. E nessas situações decisivas sempre fazemos as nossas escolhas. Eu as faço e não escondo: Operário x Coritiba seria a final que evitaria um título de casuísmo. Seria a final dos dois mais regulares do campeonato.
No caso dos coxas, a minha escolha tem um outro motivo: tratando de futebol, eu me considero um incorrigível conservador, que nem a rivalidade consegue atingir. Sem discriminar, filio-me ao princípio de que grande é grande, pequeno é pequeno. Às vezes, no futebol, sou parcial: por essas bandas brasileiras, grandes são Atlético e Coritiba. Todos os outros vivem de momentos, de fatos não previstos ou do acaso. Nunca o Londrina, em plano estadual, será grande como o Coritiba, como o Coritiba nacionalmente não será como o Flamengo.
E as diferenças não são gratuitas. Elas se originaram e se conservam em razão de uma história. Se um dia todos pudessem ser iguais o futebol acabaria: todos seriam pequenos.
Perigo
O treinador Enderson Moreira toda a vez dá uma justificativa para o mau futebol do Atlético, dá razão em ser tratado com desconfiança. A sua explicação para o pior jogo do time em 2015, aquele contra o Remo, foi a de que “os jogadores estão abalados por disputar o torneio da morte”.
Enderson parece não saber raciocinar com a lógica. O motivo principal da sua contratação foi o de corrigir a emoção e a técnica do time. E o que se tem é um time doente da cabeça aos pés, sem poder contar com o seu comandante. Já é o momento de Enderson cobrar de si próprio e se achar, também, responsável pelo que o Furacão não joga.