Valor econômico

Foi só o Atlético baixar a sua média de público na Arena, para que a velha discussão, originada na antiga dúvida, voltasse: o ingresso é caro?

Em tese, barato não é, não há dúvida.

Mas não é o preço sob o aspecto econômico, que é caro na Arena. Não se pode dissociar o preço do sucesso ou insucesso de um time. Com um grande time que ganhe regularmente, o ônus do ingresso caro pode até continuar sendo sentido, mas no final é absorvido e suportado pelas vitórias e pela esperança de um título. O valor do preço da Arena, por essas circunstâncias, anda absurdamente alto.

É do valor do aspecto econômico, existe o ônus de pagar para ver jogadores que já provocam cansaço nos olhos e mau humor, como Alan Bahia, João Leonardo, Jancarlos, Erandir, Evandro, que imprimem ao Atlético a marca de irregularidade e desconfiança há muitos anos.

O nível é tão discutível com tendência ao pior, que Tiago, agora, é uma esperança.

Com um trabalho de base absolutamente incompreensível, não consegue ter a capacidade de repor nenhum jogador. Ferreira é o exemplo, que pela ausência obrigou Antônio Lopes a lembrar de André Rocha. Vadão já lembrava de Netinho.

A oração de Petraglia que o torcedor tem que investir na paixão precisa ser melhor analisada. No futebol, paixão só existe com vitórias e conquistas. No mínimo com esperança.

O Atlético, que já está há um mês sem ganhar, despencando a cada rodada na tabela, não ganha título há quatro anos. Continuando assim, qualquer redução no valor do ingresso não irá alterar muito o público na Arena. É quando o barato sai caro.

Defesa –

Recebi alguns e-mails me censurando pela coluna ?Ética e futebol?, porque sob o pretexto de defender Mário Celso Petraglia, teria dado exemplos do Paraná e do Coritiba.

Pergunto: alguém descaracterizou os exemplos?

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google