O Coritiba não está à mingua,nem é filho do desespero. Mas parece, e é possível presumir qual é a razão: o risco de ser rebaixado não é só porque existirá uma perda histórica e uma perda material; mas, porque e é essa a razão, terá que se submeter ao estado irônico que a rivalidade provoca. Quem de nós pobres torcedores apaixonados e ainda com um resto de ilusão, um dia por causa da tal rivalidade, não saiu de casa, ou se saiu passou reto para não dobrar a esquina, e evitar encontros?

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A rivalidade exercida nos limites do respeito é sadia. Não existe nada melhor do que saber que o nosso jardim está mais florido do que o jardim do vizinho. Provoca, estimula. Faz crescer. No entanto, às vezes para vencê-la é preciso enfrentá-la com grandeza, ignorando-a. Só assim vai ser possível ganhar consciência da necessidade de suprir as deficiências para alcançar o objetivo.

Perguntarão os coxas, onde quero chegar?

Quero dizer, que parece existir mais o medo de ter a vaidade ferida, do que orgulho próprio violado. O orgulho sob ameaça incentiva para o bem; a vaidade é capaz de levar ao enterro final.

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Pensando apenas em si próprio, o Coritiba pode ser outro. E continuar onde está.

O jogo contra o Corinthians começa a desafiar o interior de cada coxa-branca.

Despedida

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O Atlético é uma incógnita contra o Goiás neste jogo do Serra Dourada. Não porque Aloísio e Dagoberto estarão ausentes; um ou outro por ausência de última hora, ou então, pelo brilhantismo do time de Geninho.

É o ambiente da proximidade do final. A saída de Aloísio, e a surpreendente falta de contestação à notícia da saída de Dagoberto, estimulam a idéia de que os negócios voltarão. Por mais que não se queira, esses fatos verdadeiros ou não, influenciam no ânimo do jogador.

Não deveria ser assim. Perguntem a dez jogadores no mercado interno, qual o time que eles gostariam de jogar? Nove responderão que é o Atlético. Não sei porque quando o jogador chega, transforma-se em ídolo e não vê o final do ano para ir embora.

Não sou contra os negócios. São necessários e obrigatórios.

Mas o que não pode é o clube ser vulnerável e exposto a tanta especulação.