Os jogadores do Coritiba não estão nem aí para as vaias da torcida, dizem eles. Não me surpreende essa indiferença. Foi-se, definitivamente, o tempo em que o jogador no futebol brasileiro era sensível à vontade do torcedor. Mais do que sensibilidade falta inteligência nessa reação dos jogadores coxas. A vaia não se limita necessariamente a uma forma de censura. Há circunstâncias em que ela atua como um incentivo para provocar o jogador a alcançar um objetivo.

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O mais grave de tudo é o tratamento de ingênuo que se dá ao torcedor. Não se trata de uma vaia comum, pois vaia-se o líder e o provável campeão do turno. Nada, nem mesmo a vaia, ocorre por acaso. Agora, alguns jogadores do Coritiba, para afastar a mágoa da torcida, dizem que não quiseram golear o Atlético e, por isso, “travaram no segundo tempo”. Não o fizeram por falta de qualidade. O atacante Júlio César, por exemplo, que foi colocado na cara do gol duas vezes por Alex e não fez. O torcedor pode até ser ingênuo, mas não é bobo. A vaia, um dia, perde o caráter de incentivo.

Carência

Leitores me provocam sobre o meu “esquecimento” sobre Atlético. Ando escrevendo pouco sobre o Furacão, dizem. É verdade, e tenho razão. É que em regra analiso fatos diários. Tema único é exceção. Ocorre que não há o que escrever sobre o Atlético. Há mais de cem jogadores vinculados por contrato, o sub-23 é uma farsa que não merece nem critica e o time supostamente titular não joga. As obras da Baixada estão lentas e a diretoria administrativa e o conselho deliberativo são abstratos, Essa é uma das consequências do regime adotado: sonega-se ou esconde-se o fato para evitar opinião.

Leitura

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Há um colega jornalista, que sempre apresenta um dote de moralidade intocável, mas que faz negócios de orientação parlamentar e ganha polpuda aposentadoria paga com o dinheiro público. E ainda repete que é o cronista esportivo mais lembrado de Curitiba. Minha advocacia não é interesseira. Por não ceder a pressões, já tive mandato revogado. Não sou o cronista mais lembrado de Curitiba é verdade. A minha coluna, de segunda a sexta feira, no Paraná Online teve 1.222.025 acessos durante 2012.

Winston Churchill escreveu certa vez que o jornalista mais importante não é o mais lembrado, mas o mais lido.

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