Vaias sinceras

O Atlético ganhou do pequeno Nacional (1 a 0), manteve-se líder do Campeonato Paranaense, mas saiu vaiado da Arena. Não é fato novo, é fato que se repete.

Vaias depois de uma vitória podem parecer contradição, confusão de sentimentos, visão distorcida da arquibancada. Mas essas são vaias sinceras, como são todas as que sucedem o fim de uma angustia.

Foi angustiado que o torcedor atleticano passou os 90 minutos na Baixada. Ainda mais no 1.º tempo, quando achou o Nacional. Melhorou um pouco no 2.º tempo, perdeu um pênalti com Rafael Moura, e voltou a ser dominado. Algum comentarista de rádio deve ter falado que “Gilberto Pereira deu um nó tático em Geninho”.

E se falou, acertou, pois foi resumo do jogo no qual o Atlético foi inferior. Vou além: não me lembro do último jogo que o Furacão, taticamente, foi superior ao adversário, obrigando que as vitórias fossem produto de jogadas isoladas, como a de ontem de Julio do Santos.

O Nacional terminou o jogo em cima da zaga atleticana, cobrando escanteios contra o assustado Galattto.

Julio dos Santos foi o melhor do time. Jairo e Zé Antônio fragilizam o meio campo. A surpresa foi Gustavo, que deu mais consistência à zaga, em especial no trabalho de cobertura. Mantido atrás, empurraria Chico, que não é zagueiro, para o meio campo, com Fransergio e Julio dos Santos. Mas Geninho ganhou a chave do cofre e não o abre para ninguém.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google