O significado de um símbolo tem o poder imediato de destacar alguém ou alguma coisa. Com o mesmo impulso que exalta a sua qualidade e a sua beleza, é capaz de desmanchar a sua própria existência.
O Coritiba apresentou a sua nova esperança: o goleiro Alex. Por constrangimento, o próprio clube suprimiu a identidade principal do seu novo contratado. Alex Muralha, foi apresentado simplesmente como Alex, um goleiro que o Flamengo o tratava como proscrito.
No futebol brasileiro, o contrário do seu significado de tudo o que protege, o substantivo feminino “muralha” foi adotado como o símbolo de uma coisa vulnerável. Se o leitor quer desvalorizar um goleiro, trate-o como “muralha”. É que é inevitável a associação com a identidade do novo goleiro do Coritiba.
Gostei da personalidade de Alex. Ao se apresentar, não só afirmou que não se ofende, como faz questão de continuar sendo chamado de ter tratado como “Muralha”. Essa posição revela alguém de personalidade, que procura retomar o caminho que o levou, e com justiça, à seleção brasileira.
No futebol, há símbolos de fracasso e de ironia, que se confundem com injustiça.
Coritiba e Alex Muralha se unem na desgraça.
É um momento em que os dois precisam dar mãos e irem atrás da salvação.
Consciência
Bem antes da derrota do Athletico para o Tolima, o treinador Tiago Nunes já havia afirmado que “faltaria ritmo de jogo”. Surge, então, mais um grande problema: esconde-se dentro dessa “falta de jogo”, a falta de qualidade de alguns jogadores. Zé Ivaldo e Camacho, com o time bem ritmado não jogam mais do que jogaram. Quando se apela para Marcelo Cirino como a alternativa de salvação, é sinal de que as coisas continuam em companhia do acaso.