Paraná x Atlético, Vila Capanema, 2ª. Divisão, 16h.

continua após a publicidade

Está se atribuindo ao jogo, o adjetivo de clássico.

Há equívoco. É tudo, menos clássico. Há adjetivos que não se harmonizam com um jogo de segunda divisão. E pouco importa se ele é ambientado pela rivalidade de duas torcidas que moram na mesma rua.

Ao jogo.

continua após a publicidade

O favorito é o Paraná. O time é igual, mas em segunda divisão os fatores campo e torcida criam trânsito para se ter uma decisiva diferença. Mas a obrigação de vencer é do Atlético.

Não há contradição entre o favoritismo de um e a obrigação de vitória de outro. Explico.

continua após a publicidade

Do Paraná não se exige nada, porque dele nada ou quase nada se esperava. Começou o ano despedaçado, sem time, sem estadual, só com a camisa e um técnico, esse, ainda, limitado à identidade de ídolo.

Do Atlético exige-se tudo, porque dele se esperava tudo, não só o cumprimento da obrigação natural pelo orçamento de 70 milhões que dispõe, mas pela obrigação de cumprir promessa de eleição de voltar ao Paraíso.

Só que o favoritismo tricolor e a obrigação rubro-negra são abstratos. Na prática não existem. São dois times tão irregulares e tão pouco confiáveis, que qualquer solução que o jogo oferecer será aquela que era mais provável.

Divisor

Embora não digam expressamente, os coxas referem-se ao jogo de amanhã em Florianópolis, contra o quase rebaixado Figueirense, como um divisor de águas.

A pergunta é: e se o Coritiba dividir errado e ficar nas turvas? Entendo que é muito cedo usar determinado jogo como referência. Em especial, se o objetivo imediato do time é o de não ser rebaixado.

Ainda mais em uma fase que a tendência do time de Oliveira é de melhorar. A eliminação na Sul-Americana é uma coisa; a vitória sobre o Grêmio, foi outra. E em um campeonato de pontos corridos, a vitória precedente é que tem que ser a referência e, não a eliminação, porque essa é consequência do regulamento.