Quando o nosso clube vai jogar um título inédito, o coração cria as mais diversas teorias. Uma dos atleticanos informa que, para ganhar a Recopa no Monumental de Nunez, contra o River Plate, o Athletico precisa fazer um jogo perfeito.

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O que é um jogo perfeito?

Não faz muito tempo, os ingleses – que gostam de escolher os maiores e os melhores de todos os tempos – perguntaram: qual o exemplo de um jogo perfeito?

A resposta do falecido goleiro Banks foi adotada: o único jogo perfeito foi o que o Brasil fez contra a Inglaterra, na Copa do México, em 1970, e ganhou por 1×0. O gol foi de Jairzinho, na jogada que uniu os geniais Tostão e Pelé. Foi o jogo em que Banks fez a maior defesa de todos os tempos na cabeçada de Pelé.

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Como aquele Brasil tinha um recheio de imortais, não pode ser referência. Então, fiquemos entre os mortais, e tratemos a expressão “fazer um jogo perfeito”, como uma figura de linguagem.

A expressão tem um fundo pessimista. Afirmar que é necessário “fazer um jogo perfeito” é para não confessar a desesperança. Posso não saber muito de tática, mas sei muito de alma.

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O significado de “fazer um jogo perfeito”, não tem nada com a perfeição. É um jogo com poucos erros, com disciplina tática, e com “a alma dos ossos”, como dizem os meus espanhóis da Galícia. E um jogo, assim, o Furacão tem toda a condição de fazer.

Como última mensagem, eu afirmo: não se deve temer o River. Deve se temer o Athletico, na última bola do jogo.

Prêmio

O senhor do Furacão Mário Celso Petraglia reuniu os jogadores em Buenos Aires e anunciou: em caso da conquista da Recopa, o Athletico dará a metade do que ganhará nesse torneio, ou seja, R$ 2,5 milhões.

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