Há uma lealdade entre os treinadores, com o princípio de que qualquer esquema tático seja fragmentado por um centroavante de estilo tradicional. Entenda-se como estilo tradicional aquele atacante cuja altura parece travar os movimentos, limitando as suas atribuições em ser fixo na área para ter a bola lançada por cima ou, no máximo, para ser pivô para o meio-campo, que eventualmente apareça para compor o ataque.

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Esse assunto ganha relevância entre nós, porque o Atlético está contratando um menino uruguaio, cujo nome Santiago Garcia, lembra o bandido abatido por Yul Brynner na cena final do épico “Sete homens e um destino”. Quem o viu jogar diz se tratar de um atacante que é goleador, não por ser “matador”, mas por ser técnico, o que lhe permite participar naturalmente de um esquema em que a referência está na movimentação de jogo pela variação de posições.

Não vi “El Moro” jogar. Mas no mínimo o Atlético está tendo coerência. Afasta-se da cultura de arquibancada, que ainda nos ilude, que bom é o do atacante grandão, forte e “matador”.

Da mesma forma que se exige do volante no futebol atual mais técnica do que força, exige-se mais qualidade técnica do centroavante. As velhas convenções do futebol estão superadas. No máximo servem de alternativas remotas, como é o centroavante parrudo, que usa a força como causa para enfrentar a zaga adversária.

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E já que o Atlético está trazendo mais um jogador, bem que poderia olhar espontaneamente (se é que já não olhou) para Manoel e Deivid, e lhes dar um agrado. Agrado bom e que comove, é aquele não esperamos. Manoel voltou a jogar bem. Deivid, simplesmente, está sendo o melhor do time. Aliás, é o mesmo Deivid que tinha sido afastado pela diretoria de futebol demitida, e pelo “ídolo da massa” Geninho – em beneficio do medíocre Robston, que custou 1 milhão de reais.