Na Baixada, pelo Brasileiro, Atlético 2×0 Bahia.

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Essa geração de torcedores, que desde 1999 nasce e cresce na Arena da Baixada em razão da história contada escrita pela minha geração, sabe quem foi Sicupira. Nós contadores de histórias, às vezes, adotamos o princípio do “quem conta um conto aumenta um ponto”. Não são poucas as histórias narradas, que ampliadas em um dado capítulo, são transformadas em lenda.

Só que a história de Sicupira não precisa ser ampliada com variantes por naturalmente ser uma lenda pura. É que seu escritor, lenda viva, é o maior artilheiro de toda a história do Furacão. E está pra nascer e, talvez, jamais nascerá, alguém que irá fazer 154 gols pelo clube mais querido do Paraná. Ontem, Sicupira, fez 50 anos de Atlético.

Quando Pablo fez o seu gol, ontem, na Baixada, lembrei de Sicupira. Não foi pelo gol em si. Foi pelo combinado entre o talento e a inteligência. Lembremos do gol. Eram 22 minutos do 2º tempo e o Furacão estava todo apertado com um 0x0, com os seus gols perdidos. Foi, então, que em um arranque para o campo baiano, Nikão serviu a bola a Pablo. Para nós, mortais, parecia que Pablo, de costas para o zagueiro, iria se entregar à marcação.

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Só que Pablo já havia projetado e gravado os passos geniais para aquele que, talvez, tenha sido o mais belo gol de sua carreira. Da nova Baixada, com certeza. Desviou a bola pelo lado esquerdo, livrou-se pelo lado direito do corpo baiano, para apanhá-la logo, na frente. Olhou para o gol e viu que era a hora de chutar. E o fez com perfeição. Naquele momento, pelo talento e pela inteligência, eu vi em Pablo, o meu ídolo Sicupira aos 26 anos de idade. Se o saudoso Armando Nogueira tivesse visto, escreveria que o gol de Pablo foi “um ato de amor”.

De repente, Pablo me tornou, outra vez, um jovem torcedor que retornou à Baixada de tijolinho e cerca de pinheiros para ver o seu ídolo.

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O gol de Rony, o segundo, mostrou o que se sabia: é daqueles que, quando menos se espera, aparece dentro da área para marcar.

O Atlético ganhou, encerrando a sua fase de recuperação contra o rebaixamento. Em nono lugar, vai começar um novo campeonato: a partir de quarta-feira, contra o Palmeiras, lá em São Paulo, vai iniciar a disputa de uma vaga para a Sul- Americana.