Na Arena do Grêmio, Grêmio 0x0 Atlético. Para analisar o jogo e o resultado em relação ao Atlético, é preciso destacar que o Grêmio é o campeão da América. Joga com o mesmo onze, sob o comando do mesmo técnico (Renato Gaúcho) há mais de um ano. No seu meio de campo tem o melhor jogador do Brasil que é Arthur, que já está contratado pelo Barcelona para substituir Iniesta, que não tem igual. E o jogo foi na Arena do Grêmio, onde não se tem notícia que o seu dono perdeu nos últimos tempos.
O meu mestre Nelson Rodrigues escreveu certa vez, que nós apaixonados não vemos certas coisas, e precisamos ouvir os razoáveis. Foi o que eu fiz. Conversei com meu amigo Paulo Cesar Carpegiani que me afirmou: “O Atlético do Diniz passou pela maior provação. Sabe também se defender.” É que eu andava desconfiado e me perguntando: esse invicto Furacão atacar e marcar gols, mas se defender?
O empate para quem tem ambição, ilusão e até delírio, às vezes, frustra. Pois quero dizer, que fiquei orgulhoso com esse jogo do Furacão. Parecendo dominado no primeiro tempo, defendeu-se com perfeição. Equilibrando o jogo no segundo tempo com o excelente Bruno Guimarães no lugar de Lucho, também, teve os seus encantos ofensivos.
O empate foi justo e produziu um “sabor vitória” para o Furacão. Continua invicto em 2018. O melhor do Atlético foi o goleiro Santos com três defesas. Mas, e esse rapaz de nome Bruno Guimarães? Não sei quem é, de onde veio e para aonde vai. É um espetáculo.
Apresentação
Estreou com derrota (1×0) para São Paulo, no Morumbi, e foi goleado (4×0) pelo Corinthians, na Vila Capanema. E, assim, apresentado por inteiro ao Brasileirão, o Paraná já se exibe como seu lanterna. Há quem queira relativizar esse início temerário, pelo fato de São Paulo e Corinthians serem times de ponta. Mas é aí que surge o problema.
Não são as derrotas especificas que devem ser consideradas para a análise. Foram apenas duas partidas e o campeonato quase não tem fim. O que deve provocar apreensão é a falta de qualidade do time. Com boa vontade, Caio Henrique e Carlos podem ser tolerados. Excluídos, sobra apenas a vontade de correr para superar as deficiências. Já tinha escrito, que por não ter qualidade, o time jogaria no limite. É muito pouco para um campeonato como é o Brasileirão. Foi o que aconteceu, ontem, na Vila.
Paraná correu e jogou o que podia em 20 minutos. Consciente de que correr era a única virtude tricolor, o Corinthians se mostrou frio. Quando atacou, ao natural, marcou com Rodriguinho e imediatamente com Sidcley. Esvaziado, entregue à sua fragilidade, assistiu ao Timão marcar, como e quando quis, mais dois gols.
A torcida não gostou. Protestando contra os dirigentes, pediu jogadores. Não é nada que os dirigentes Leonardo e Berlezze, os dois que têm o poder, não possam resolver: mandar Pastana contratar.