Um exemplo

Geninho, técnico do Atlético, estudou e agora está trabalhando um esquema para parar as bolas aéreas do Grêmio. Lembrei de uma história. Londres, Estádio de Wembley, 25 de novembro de 1953. O técnico da Inglaterra, Walter Winterbotto, anunciou que descobrira o esquema para ganhar dos invencíveis húngaros de Puskas: 3-2-2-3, o WM. Neste esquema, os quatro jogadores que formavam um quadrilátero no meio-campo faziam todo o trabalho, para cima e para baixo em campo.

“Quando Puskas quiser espaço, não terá. Quando perceber seu poder, estará derrotado. A tática húngara (4-2-4) morrerá definitivamente e para sempre. Nós ganharemos!”, prometeu Winterbotto.

Em meia hora de jogo, a Hungria ganhava por 4 a 1. O 3.º foi de Puskas. Foi o gol que lhe conferiu a imortalidade. O zagueiro inglês Billy Wrigth narra-o: “Puskas, o incomparável Puskas, de repente, apareceu na minha frente com a bola. Eu avancei firme e rapidamente, mas com os olhos na bola. Nove em dez vezes, aquela jogada teria me dado a posse de bola. Mas essa era a 10.ª vez e meu adversário era Puskas. Ele arrastou a bola para trás, com os pinos da chuteira, e minha perna chutou… só o ar. No mesmo movimento, incrivelmente rápido, o grande húngaro girou, seu pé esquerdo relampejou e a bola se aninhou na rede.”

Final de jogo em Wembley: Inglaterra 3 x 6 Hungria.

Até hoje, a imprensa inglesa está aguardando o técnico Walter Winterbotto explicar o que deu errado na sua tática, naquela tarde em Londres. Capriche, Geninho.

De primeira: A história do jogo de Wembley é contada, por técnicos e jogadores ingleses e húngaros, no livro Puskas, uma lenda do futebol, de Rogan Taylor e Klara Jamrich.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google