Não nego, e agora, como eu, ninguém pode negar respeito ao treinador Fabiano Soares. A desconfiança que provocou não foi em razão do desconhecimento que se tinha do seu trabalho, mas pelos precedentes criados pelo próprio Atlético. É razoável que os atleticanos desconfiem quando vem um treinador desconhecido, pois são inevitáveis algumas lembranças. Para não provocar todas, lembro o exemplo clássico: Casemiro Mior.
Mas Fabiano não pode publicamente ser irônico com alguns problemas do Furacão. Foi pura ironia afirmar que o Atlético não ganhou o Atletiba porque “jogou contra a trave, o santo e o pastor”.
Entendo que a questão é tão relevante que não deve e não pode ser tratada com ironia. Criar chances como o Furacão cria, e perdê-las como perde, é coisa séria e não deve ser reduzida. A consequência não é o gol perdido, mas o risco que se cria de ser derrotado. Não há ilustração mais clara que o Atletiba. Não se tem notícia da última vez que o Atlético submeteu o Coritiba à sua ordem de jogo, às suas intenções ofensivas e disposição de vitória. Não obstante, o empate só foi possível em um momento de lances coligados e contestados.
Talvez não compreendi a ironia de Fabiano.
É possível que o “pastor” seja Ribamar e o “santo” Ederson.
Amargura
Alguns atleticanos afirmam que fui amargo na análise do Atlético. Porque liguei o lance do pênalti não marcado em Rildo com o pênalti que salvou o Furacão da derrota.
Não sou amargo. À propósito, quem me conhece aposta: se tenho um sentimento que não carrego é o da amargura. Entre tantos motivos, existe um: o Furacão.
O que eu nunca fiz foi colocar na conta da paixão a parcialidade. Posso até errar no comentário, mas não forço o erro. Entendo que fui fiel ao jogo da Baixada. Está lá escrito: o Atlético dominou, fez do Coritiba um time, ainda, mais frágil, perdeu gols à granel, e acabou não perdendo o jogo por uma intervenção da arbitragem.