O Atlético irá terminar o ano com um público pagante de dezessete mil torcedores, todos sócios. Sem pôr e sem tirar, são os mesmos que estavam lá quando foi rebaixado para a segunda divisão. Dirão que a Baixada ficou fechada durante três anos e, que o time se transformou num grupo nômade, jogando em todos os lugares. Concordo que são fatores que influíram no esvaziamento do clube. Mas, na mesma situação, Internacional, Grêmio, Corinthians e vejam só, o Palmeiras, que está sendo rebaixado, dobraram o numero de sócios. Dirão que esses clubes são maiores que o Atlético. Também concordo. Mas cada qual com seu igual, ensina o pensador Cícero em seu “Saber Envelhecer”. Cada qual vive no seu mundo e é dentro dele que deve crescer.

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O Furacão, mesmo com a monumental Baixada, não conseguiu crescer um único centímetro. Bem por isso irá fechar o ano sem nenhuma perspectiva de crescimento imediato. Como um time intermediário, vai continuar sendo prometido.

Querem uma prova? Um dia desses o presidente Mário Celso Petraglia prometeu que iria investir no futebol em 2015. Logo depois de fazer essa promessa, iniciou negociações para ceder em definitivo Weverton, o grande goleiro desse campeonato com o futebol português (Porto ou Benfica).

Na verdade, Petraglia está sendo vitima da solidão que ele próprio criou. Não tem com quem conversar. Talvez só conversa com ele próprio. E, também, é enganado.

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