Último final

Nunca é tarde para resgatar um pouco do seu ideal mesmo que as intenções futuras sejam outras. Mário Celso Petraglia resolveu dedicar um pouco do seu tempo para o Atlético e renovou o contrato de Adriano. Se foi apenas uma conversa na calada da tarde, então bastou apenas um afago. Às vezes carente de carinho, o homem quer mais esperança do que dinheiro. Não importa se o tempo é de três meses, três anos ou para sempre. O tempo, o que é o tempo? Ninguém sabe o que é o tempo, ensina Santo Agostinho. Existe tempo para tudo, colhe-se de São Francisco de Assis. Adriano é do Atlético, outra vez.

Para o Atlético foi importante, não há dúvida. Jogando o que sabe, Adriano é excepcional. É sempre a esperança da solução parece ser impossível.

Mas craques vêm e passam. Esperanças chegam e vão. Nesta crise de craque e de esperança, Adriano seria uma perda, é verdade. Mas nada que fosse maior do que o Atlético.

Então para Adriano foi mais importante. Foi um retorno à vida. Só o Atlético compreende os seus problemas. Ninguém mais seria tão transigente a ponto de tanto esperá-lo. Nenhum clube pagaria o direito de imagem para quem está tanto tempo escondido. É a encruzilhada final da carreira de Adriano. Este reinício tem que ser o último.

De primeira: Para resolver o problema de Adriano, bastou uma conversa de cinco minutos entre Figger e Petraglia. Conversaram sobre Marquinhos que, por coincidência, no dia seguinte à conversa, foi negado ao Coritiba pelo empresário.

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