Última esperança

Na vida, quando parece que nada mais resta, agarramo-nos na última esperança. Às vezes, sabemos que é uma solidariedade da ilusão, mas é ela que nos resta. Às vezes, é ela que nos salva. No futebol não é diferente, quando um time depende apenas de si para alcançar o seu objetivo.

Veja o caso do Atlético, o time de maior torcida do Paraná. Desintegrado, está entre os que seriam rebaixados. Tão frágil, parecendo sem vida, passou a ser para os outros aposta certa de que será mesmo rebaixado. E não deveria ser assim.

O Furacão tem 23 pontos. Precisa ganhar oito de catorze jogos que tem por fazer. Vê-se, portanto, que pelos números não é missão impossível. Mais forte é que, para alcançar, depende apenas de si: ganhar do Fluminense e do Internacional, na Baixada, ir a 29 pontos, em tese, não teria nada de extraordinário.

Mas no futebol não se pode dissociar os números, dos mínimos requisitos que se exige de um time. Como disciplina tática em campo, que até vem tendo com Lopes, apesar do excesso de cautela (talvez, esteja certo), audácia – sendo tecnicamente inferior – e vontade. Mas não a vontade que parece existir quando se corre. Vontade no sentido de ter alma, pois só com essa se chega à exaustão, que nessas ocasiões se reclama para superar as carências individuais e táticas.

Não é fácil, portanto, antecipar o que pode se esperar do Atlético contra o Fluminense. De repente, a última esperança está exatamente no descrédito.

Torcida

Os coxas jogam amanhã, em Fortaleza, contra o Ceará, adversário direto do Atlético contra o rebaixamento. Como se vê, jogam por eles; mas, também, por outros. Se depender de uma torcida silenciosa, vai ganhar.

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