Última decisão

Cada qual com seu igual, dizem os italianos. O Atlético quis arriscar com Renato Gaúcho, uma personalidade notoriamente confusa, ficou com uma conta muito alta, que talvez não consiga pagar.

O treinador por fracassar em jogos na Arena da Baixada (Corinthians, América e Atlético -MG), não saiu da zona da rebaixamento, criticou a diretoria, criticou o gramado, desprezou Morro Garcia e Guerron, os maiores investimentos da história do clube, humilhou com improvisações, expôs supostos problemas pessoais de Madson, chamou Curitiba de cidade provinciana, porque não tem vôo direto à noite para o “Santos Dumont”, pegou um milhão de reais, bateu asas e foi embora.

Mais do que em crise técnica, Renato criou uma crise moral, escancarou a crise de autoridade, tratou o Atlético como se fosse um clube de quinta categoria. E não foi por sua culpa, pois desvios de comportamento profissional, sempre fizeram parte de sua natureza. Quem o contratou se sabia e correu o risco, é irresponsável; se não sabia é amador especulativo.

Gaúcho foi o sexto técnico do Atlético em 2011, o que sugere falta de competência para contratar. Quando soube que os americanos decidiram aceitar a sua idéia de que o desembargue no “Dia D” deveria ser na Normandia, e não no Canal da Mancha, Churchill exclamou: “Os americanos sempre tomam as decisões certas, depois de já terem tentado todas as outras”.

A última decisão do Atlético repete a antiga formula Antonio Lopes. Deus queira que não desembarque no lugar errado.

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