A voz parecia mal-humorada por causa da roquidão. Mas bastava começar a narrar e tornava-se suave. E por ela despejavam-se emocões. Fosse um jogo jogado ou fosse um jogo parado, tinha o poder da criação da ilusão que, ainda, nos mantém apaixonados pela narração no rádio de um jogo de futebol.

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Todas as bolas que passaram pela voz de Edgard Felipe, entraram: “passou, passou, passou na rede, é gol!”. Uma marca forte como foi a “É disso que o povo gosta”, de Carneiro Neto, ou “Carimbe a fatura e mande o ataque cobrar”, de Aírton Cordeiro. Calada, aumenta o vazio da narração romântica, ensinada na escola clássica do incomparável Fiori Gigliotti, que transformava em drama ou em tragédia um simples jogo de futebol.

À família de Edgar Felipe, os meus sentimentos.

Gladiador

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Há pessoas que vivem o dia como se fosse o último. E por isso vivem todos os dias com intensidade. É abril ainda, mas Kléber parece ter vivido uma eternidade esse ano. Um dias desses, atropelou leões de chacara e “quebrou” uma boate. Só estava começando o ano. Como se fosse o gladiador Máximus, personagem de Russel Crowe do filme “Gladiador”, continua fazendo das suas. Corre, bate, cria, joga e faz horrores: 13 gols. Pelo Coritiba, vai como a grande estrela da final com o Atlético.

Valor

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Há Atletiba e Atletiba. Os dois que irão decidir o Estadual estão dentro do conjunto de elementos que transformou o clássico em um valor imaterial de Curitiba. Jogos como esses, que paralisam a cidade durante quinze dias, e na nova ordem em que a regra é o corpo associativo, não deveriam custar barato. Sou daqueles que incentiva o aumento do valor do ingresso, independente da razão dos clubes.