Não deveriam, mas há lembranças que teimam em voltar. Há duas mais recentes, tratando-se do Atlético: a exclusão no Estadual, obrigando-se a disputar o rebaixamento, e a eliminação na Baixada pelo Tupi de Juiz de Fora, na Copa do Brasil.

continua após a publicidade

São coisas passadas, eu sei. Mas vejam se não há uma razão forte para que essas lembranças voltem assanhadas. O Furacão joga hoje pela Sul-Americana contra o Sportivo Luqueno, que está entre os últimos do Paraguai. Bem comparado, é o Tupi paraguaio.

Os fracassos desse Atlético projetado por seu presidente Petraglia não são casuais. Formou-se uma regra: disputa pela queda no Estadual, eliminação pelo Tupi, e agora, catando pontos para não ser rebaixado para a segunda divisão nacional. Dentro desta regra que ele próprio criou, o lógico é ser eliminado pelos paraguaios. Quer dizer: a administração do futebol atleticano foi tão irresponsável, que acabou criando como regra a derrota. Hoje o Atlético joga contra o Luqueno, na Baixada.

Quando a regra é perder, tudo pode acontecer. Inclusive a vitória. Com um pouco de orgulho próprio, sentimento perdido no andar de cima, o Furacão pode surpreender e ganhar. Afinal, nem todo o Tupi é igual o nosso.

continua após a publicidade

Mudança

Sugestões, algumas em forma de pressão, não estão faltando para o presidente Rogério Bacellar demitir o treinador Ney Franco. O motivo até que é razoável: Ney não consegue arrumar o time antes e durante os jogos. Os coxas não aceitam as mudanças sem critério de jogadores e de esquema. O presidente, influenciado pelo doutor Macedo, amigo de Ney, não aceita discutir uma mudança nesse momento do campeonato.

continua após a publicidade

O presidente Bacellar está na pior situação de um cartola no futebol, que é a de “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”.

Explicação

Um leitor manda uma explicação interessante para o atual estado do futebol de Curitiba. Em forma de pergunta, diz: “o que esperar se o Atlético tem no futebol Marcio Lara e Paulo Carneiro, o Coritiba tem Valdir Barbosa, e o Paraná tem o Vavá”.
Completo: como Furacão vale sempre mais, tem o dobro.