Um dia desses soube que Atlético e Coritiba, dois motivadores de grandes públicos em estádios, irão ganhar um troco na Copa do Brasil. No entanto, mais constrangedor do que o pouco no sentido econômico-financeiro, ficarem submissos ao valor, a times, inclusive de 2ª divisão.
Em relação ao Coritiba não me surpreende. É um dos exemplos de clube no futebol brasileiro que se sustenta no seu passado. Nos últimos anos não fez nada que o modernizasse.
A questão é o Atlético.
Durante quinze anos ouvi uma única ladainha: a marca Atlético. Só para o torcedor ter uma idéia da gastança de Petraglia sob o pretexto de fortalecer a marca, ele mandou avaliá-la por uma empresa americana pagando o valor de 200 mil dólares. A marca Atlético foi avaliada em 6 milhões de dólares. No entanto, o Atlético vai ganhar na 1ª fase da Copa do Brasil 170 mil reais, portanto, menos do que os americanos faturaram em cima da generosidade de Petraglia.
O assunto é provocado em razão de uma entrevista recente de Mauro Holzmann, na Folha de São Paulo. Ligado a Petraglia, por quinze anos dirigiu o marketing do Atlético. Em resumo, Mauro disse que o Atlético terá um déficit de mais de 25 milhões esse ano, e que entre outros motivos está a impossibilidade da cessão dos direitos de uso para publicidade na camisa em razão da crise. E exatamente ele que recebeu preferência da nova diretoria para negociar a publicidade.
Mas o ano passado não havia crise, e não houve proposta e cessão dos direitos.
A marca Atlético continua dependente de dois fatores que não se originaram da gastança deste marketing: da torcida e do apelido Furacão, que nada custaram ao clube, nascidos de amor e idealismo, que ninguém mais conseguirá explicar.