Se o Paraná for para a segunda divisão, o que é provável, e acabar com seu futebol profissional, o que é possível, por quem a sua gente irá torcer: Atlético ou Coritiba?

Não pensem que estou submetendo a grande torcida tricolor a um leilão. Com sentimentos não se faz negócios. Não pensem que estou maldizendo o futuro, porque o rebaixamento do Paraná vai subtrair uma tradição a qual vivemos. Mas ficar sem torcer é que os tricolores não ficarão. Os mais tradicionais, talvez; mas seus filhos terão que escolher entre Atlético ou Coritiba. Por isso é bom pensar no futuro. Quem estaria na frente?

O Atlético é claro.

O fascínio que a Arena exerce sobre a nova geração faz a diferença. A maior prova está nas últimas pesquisas: sem discutir se tem ou não a maior torcida, foi o Atlético quem mais conquistou torcedores nos últimos anos. É uma desproporção brutal, que só não repercute ainda em grande diferença porque o Coritiba mantém a sua grandeza, não permitindo que a herança entre as gerações seja fragmentada.

Por amor ou modismo, certeza ou curiosidade, o Furacão se tornou provocante. A média de público que aumenta na proporção de conquistas tornou-se um fenômeno tratando-se de Atlético: não ganha nada desde abril de 2002, não tem um grande ídolo, mas, no entanto, o público que paga caro para ver os seus jogos é um dos maiores deste campeonato.

Pode não parecer, mas é uma triste escolha. Não pela opção, mas porque substituir o time do coração ou não poder herdá-lo, deixa mágoas.

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