As notícias da segunda-feira só faltaram anunciar o Paraná como o futuro campeão. É sempre assim: como se fosse o filho pródigo da parábola bíblica, o Tricolor provoca comoção quando volta. A vitória simples fez o fato mais importante ser esquecido, e que foi relatado aqui na Tribuna pelo excelente repórter Irapitan Costa: o Paraná, que já havia vendido por 30 moedas o terreno recebido do Britânia, agora confirma que formalmente garantiu a dívida de 10 milhões de reais originada do caso Thiago Neves ao empresário Léo Rabello.

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Li o acordo e não há saída: ou o clube paga em dinheiro com possível valor a ser arrecadado em leilão de ações fiscais ou entrega o imóvel. Certo de que o imóvel do Boqueirão está gravado com cláusula de inalienabilidade, portanto, indisponível, e que ainda não há título de domínio sobre a Vila Capanema, resta a sede da Kennedy. E, considere-se relevante o fato de que a sua exploração comercial foi cedida por 1 milhão de reais por ano, o que significam 80 mil reais por mês, que não deixa de ter o significado de 30 moedas. Em resumo: daquele patrimônio exuberante, o que não foi vendido está sendo perdido ou foi onerado por valores irrisórios. Fatos tão graves são ignorados em razão de uma goleada sobre o Nacional, de Rolândia, em Vila Capanema.

Mando

Não pensem que essa batalha da Federação Paranaense de Futebol em levar todos os clássicos do Estadual para o Couto Pereira é para atender o interesse público, mas o seu em especial: expor a marca da empresa que patrocina o campeonato, e que lhe pagou um bom dinheiro. Ainda não saiu a decisão. Presumo que o Atlético esteja querendo resolver todo o problema de mando durante a temporada, incluindo Copa do Brasil e Brasileiro. Se for isso, o Furacão está sendo coerente: se dá prestígio ao campeonato, não existe razão em atender só os interesses dos outros.

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