Certa vez, quando era treinador do Atlético, Mário Sergio Pontes de Paiva ao defender a escalação do volante Alan Bahia, falou: “Se Alan tivesse trinta centímetros a mais jogaria na seleção brasileira”. Um dia desses, os italianos vieram ver Otávio. Foram embora achando que falta alguma coisa ao meia. Talvez uns vinte centímetros.

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Lembro dessa passagem quando ouço Paulo Autuori buscar razões para uma derrota do Atlético. Sábado mesmo, em Recife, explicou: “Estou aqui para fazer um trabalho pensando no futuro”. Uma interpretação simples das palavras do treinador leva à conclusão de que o Furacão continua não tem compromisso com vitórias no presente.

Soa bem só para ouvidos e olhos ingênuos, quando se ouve e se lê que o Furacão jogou ou joga com um time de garotos. A questão não é apenas a idade (poderia ser o sub-20), mas o fato que essa geração de jovens que está aí não pode e não deve ser o futuro do Atlético. Nenhum deles carrega a vocação de craque. Faltam a esses jovens recursos técnicos e físicos. São baixos de altura, ainda miúdos. Se não vivessem no CT do Caju, seria possível afirmar que são mal nutridos. Usar essa política de massificar uma renovação demonstra objetivamente a falta de pretensão de conquistas em campo.

Para tratar essa geração como o futuro, Autuori teria que fazer um pesquisa de quantos jogadores de qualidade o Furacão revelou nos últimos tempos. Não se enchem uma mão.

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O que parece é que o melhor emprego do mundo é o de Autuori, que ganha bem e não tem compromisso com a vitória imediata. Quando se imagina que está modernizando o futebol do clube (o que ainda acredito), vem com uma oração amarelada, que é pregada há vinte anos pelo doutor Mário Celso Petraglia.

Contradição

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No mínimo surpreendente a notícia de que o Coritiba liberou o lateral Ceará para o Internacional. A questão não é saber das condições técnicas do jogador. É a de que até domingo Ceará era titular da lateral direita. Se não serve mais, não servia antes de domingo.

Exemplo como esse dá uma dimensão exata da falta de lucidez dos dirigentes e executivos do clube para gerir o futebol. E explica as razões pelas quais o Coritiba voltou à zona de rebaixamento.