1.º) Os atleticanos da velha guarda ficaram surpresos e emocionados com a homenagem que o Atlético fez, imprimindo na camisa usada contra o Ceará, o nome do falecido Lauro Rego Barros, seu ex-presidente. Fiquei emocionado, mas não surpreso. Mário Celso Petraglia é mesmo assim: eventualmente se convence que, também, é um ser humano, desce do seu altar e resolve passar um dia entre nós mortais. Torna-se uma pessoa capaz de praticar gestos nobres.
2.º) No original da coluna “Antigas emoções”, sobre a vitória do Atlético no sábado, escrevi: Foi uma bela vitória, porque tão importante que o brilho da técnica, naturalmente ausente numa Segundona, é a renúncia ao orgulho para se doar à luta, ir para a briga operária pela bola, a humildade de catar os raros espaços para serem ocupados num campo estreito, é, enfim, comer feijão com arroz como se fosse o máximo, como diria Chico Buarque. A edição suprimiu o crédito de Chico. Fosse eu, suprimiria tudo o que escrevi, e deixaria só a frase de Chico.
3.º) A maior referência para uma torcida perder a confiança no seu time é fazer contas com os números dos adversários. Essa angústia que os Coxas passaram a viver depois do fracasso em Recife, tem um nome: desconfiança no time. E não é para menos, porque em relação ao que jogava com Marcelo Oliveira, e o que está jogando com Marquinhos Santos, a diferença já se manifesta para pior. Não é falta de vontade dos jogadores, não é nada mais do que se vê. Com Emerson e Rafinha fora, Deivid sentindo dores na hora de jogar e Escudero e Dermerson na zaga não adianta fazer contas. Esse filme com outro personagem foi exibido, por aqui, no ano passado.