Houve um tempo que dia de jogo do Atlético eu passava dominado pela angustia de ter chegado a hora. Era um tempo, que a ilusão era sadia, pois era a ilusão natural que a paixão provoca. No tempo de hoje o dia de jogo do Atlético passo dominado pela angústia do medo. Se pudesse retardar a hora, se pudesse parar o tempo e se pudesse que esse time do Furacão não precisasse jogar, eu ficaria feliz. Mas não podendo, fico com o medo.
Só de pensar que o Atlético joga hoje em Rolândia contra o Nacional, pelo torneio que irá rebaixar dois clubes no Estadual, já tremo. É que a verdade provocada pela irresponsabilidade da diretoria na administração do clube, não permite o torcedor ficar folgado com a certeza de que é impossível perder. Não sei se é pessimismo demais ou realismo de menos, mas o Atlético não ganhar em Rolândia é um fato até natural pelo que jogou contra o Prudentópolis.
Mas a questão principal desse jogo não está somente na obrigação e necessidade de vencer. No mesmo estágio de importância está a análise do trabalho do treinador Ederson Moreira. Concordo que não se pode exigir um Atlético jogando tal qual a Alemanha de Bastian Schweinsteiger, mas exige-se que jogue pelo menos como o Atlético de Claudinei Oliveira, que era menos ruim.
Perigo
O Jotinha joga Janguitão contra o Foz precisando ganhar por diferença de dois gols. Tem time para ganhar, mas tem um problema: a influência que a arbitragem está exercendo nos jogos do Foz. Vi os melhores momentos do jogo de domingo, e foi clara a irregularidade no segundo gol do Foz, que decidiu o jogo. A forma da posição adotada a favor de Hélio Cury através de conflito público com o Atlético deu Foz o direito de exigir gratidão. E a FPF está sendo grata.