Não é brincadeira, é sério: Petraglia já tem o seu técnico, Vágner Mancini. Resta saber quando é que o Atlético terá o seu. É que já tem que se trabalhar com a hipótese de substituir Mancini. Não é opinião, são fatos e números. Há tempo não consegue terminar um contrato. Seus últimos precedentes são aterrorizantes.
Entre outros, está o rebaixamento do Sport e o fracasso retumbante no Guarani de Campinas. Pelo lado negativo, Mancini só não supera o seu superior Antônio Lopes, que em 2011 participou do rebaixamento de Vitória, Atlético e América Mineiro, em um mesmo campeonato.
Precedentes, às vezes, no futebol são relativos, dizem. Concordo. Mas o risco potencial da contratação de Mancini tem outra origem: o critério usado pelo presidente Petraglia. O critério foi o da escolha por exclusão, que já fragiliza o treinador perante os jogadores. Desempregado já há algum tempo em razão da queima no mercado pelos seus precedentes recentes, Mancini aceitou tudo o que o Atlético propôs. Inclusive, deve ser subserviente à voz de comando.
Indiferente ao resultado de campo, Petraglia prefere administrar as crises do futebol com decisões populistas, como é a demissão e a contratação de um treinador. Não há o objetivo de se buscar uma solução para se alcançar vitórias, mas para acalmar a torcida. Demitindo um técnico e contratando outro qualquer, engana-se o torcedor por algum tempo.
Saiu Drubscky entrou Mancini. O enterro segue em frente.
Candidato
João Alfredo está deixando a diretoria de futebol do Atlético. A sua opinião nesta crise do futebol não está sendo ouvida em razão de pensar diferente. Aos mais chegados, afirmou que está saindo agora, “mas voltarei em 2014”. Uma singela interpretação da frase significa que João Alfredo quis dizer: “Sou candidato a presidente do Atlético em 2014”.